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O teste do pezinho é uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento. São elas fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

 

O Teste deve ser feito após as primeiras 48 horas do bebê e até o 5º dia de vida. E consiste na retirada de gotas de sangue do calcanhar do bebê. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido através de uma única punção, rápida e quase indolor.

 

Ele é encontrado em 3 versões, a “Básica” que identifica 6 doenças, e é oferecida gratuitamente pelo SUS; e versões pagas que são a “Mais” que detecta 4 doenças a mais que a “Básica”; e a versão “Super” que capaz de detectar 48 patologias.

 

Desde a sua comprovação, na década de 60, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já orientava que os países adotassem o exame de triagem neonatal nos programas de assistência à população. Ele veio para o Brasil em 1976, trazido pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e é considerado obrigatório em todo território nacional.

 

Saiba mais sobre as doenças que são identificadas no teste na versão “Básica”:

 

Fenilcetonúria: Causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina. O acúmulo no organismo pode causar deficiência mental.

Hipotireoidismo congênito: Causada insuficiência do hormônio da tireoide. A falta de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico

Fibrose cística: Ocorre aumento da viscosidades das secreções, propiciando as infecções respiratórias e gastrointestinais. Ataca pulmões e pâncreas. É incurável.

Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias: Alteração da hemoglobina que dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos. Pode causar anemia, atraso no crescimento e dores e infecções generalizadas. É incurável.

Hiperplasia adrenal congênita (HAC): É uma doença genética, em que as duas glândulas suprarrenais - localizadas em cima dos rins, não funcionam corretamente, prejudicando a produção de hormônios essenciais para o corpo, como o cortisol e a aldosterona.

Deficiência de biotinidase: É também uma doença genética, em que o organismo não é capaz de obter a enzima biotinidase, impedindo que os alimentos sejam processados ou metabolizados pelo organismo.

© 2018 Dra. Cláudia Carneiro | Pediatria e Homeopatia

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