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Se caracteriza em uma doença diarréica aguda causada por um vírus do gênero Rotavírus. Levando a desidratação. É uma das mais importantes causas de diarréia grave em crianças menores de 5 anos no mundo, particularmente nos países em desenvolvimento.

 

A infeção é muito prevalente em bebês entre os 6 meses e os 2 anos de idade. Pois os bebês e as crianças pequenas estão mais expostos a compartilhar objetos (brinquedos) contaminados e porque ainda não desenvolveram hábitos regulares de higiene.

 

Os principais sintomas de uma infeção a rotavírus são:

 

  • Diarreia aquosa e aguda.

  • Vómitos.

  • Febre.


 

O vírus é extremamente contagioso e se espalha com facilidade através de contatos normais entre pessoas. Infelizmente, bons hábitos de higiene e condições sanitárias adequadas não impedem a disseminação do rotavírus.

 

O mesmo pode ser prevenido através da vacinação, cuja eficácia e segurança foi comprovada. A criança deve ser vacinada a partir dos 2 meses de  vida (antes disso os bebês estão protegidos pelos anticorpos da mãe). Recomenda-se que a vacinação seja feita o mais cedo possível, uma vez que o esquema consiste em várias doses e deve estar completo antes das 24 ou 32 semanas de vida, dependendo da vacina.

 

A única forma de fazer  diagnóstico da doença, é através de um exame de fezes.


 

  Enurese noturna é um distúrbio que se caracteriza pela perda involuntária de urina durante o sono, pelo menos duas vezes por semana, em crianças a partir dos 5 anos idade, que não apresentam nenhum problema orgânico no sistema urinário. Tendo incidência é maior nos meninos do que nas meninas.

 

  Pode ser classificada em:

 

  • Enurese noturna primária: quando a criança com cinco anos ou mais nunca  apresentou um período prolongado de controle da urina durante o sono.

  • Enurese noturna secundária: Quando, sem causa aparente, a criança volta a fazer xixi na cama depois de ter passado seis meses, no mínimo, sem molhar a cama. Neste caso, parece estar associada a acontecimentos sociais e familiares estressantes.

 

   Vários fatores podem influenciar a perda de urina durante o sono depois dos cinco anos de idade. Entre eles, podemos destacar:

 

  • Retardo na maturação neurológica, responsável pelo controle dos esfíncteres;

  • Baixa concentração do hormônio antidiurético vasopressina durante a noite, o que faz o volume de urina ser maior do que a capacidade de armazená-la na bexiga;

  • Sono tão pesado que impede a criança de responder ao sinal de bexiga cheia;

  • Hereditariedade: o risco de a criança desenvolver o distúrbio aumenta em 40% se um dos pais apresentou enurese na infância. Se ambos apresentaram, a probabilidade sobe para 80%.


 

Recomendações:

 

  • Faça seu filho beber bastante água durante o dia para que seu cérebro comece a reconhecer a sensação de bexiga cheia, mas evite que ingira líquidos à noite, nem mesmo aquele copinho de leite;

  • Insista para que o xixi seja o último compromisso da criança antes de ir para cama e o primeiro ao levantar-se;

  • Fique atento: merece cuidados especiais a criança que volta a fazer xixi na cama, depois de superada essa fase. Ela pode estar emocionalmente insegurança por causa do nascimento de um irmão, problemas na escola ou conflitos na família.


 

     As recomendações de mudanças nos hábitos acelera o processo de cura, uma vez que o fato de fazer xixi na cama depois dos 5 anos pode representar algo negativo na autoestima da criança. Em muitos casos,ela acaba não aceitando convites para dormir fora na casa de amigos, e viagens.  Podendo até interferir em seu desempenho escolar.

 


Não existe uma recomendação exata sobre o momento em que é permitido sair de casa com um recém-nascido. O ideal é que os passeios sejam apenas visitas ao pediatra e às clínicas de vacinação. 

 

O mais recomendado é ficar em casa, evitando lugares fechados e aglomerados, como supermercados, shoppings, restaurantes ou igrejas,  até o final do segundo mês de vida, momento em que o bebê já se adaptou a amamentação e recebeu as primeiras vacinas para sua proteção imunológica. Praias também devem ser evitadas.


Por isso após as primeiras semanas e nos primeiros meses de vida, procure levar o bebê apenas à lugares mais abertos como parques, campos; sempre que possível, escolhendo dias e períodos em que a temperatura esteja amena e sempre certificando que a criança não esteja passando frio, ou tomando muito sol. 
Para não haver imprevistos, ou se tiver que passar algum tempo a mais fora de casa,  certifique-se de que a bolsa do passeio contenha todos os itens de higiene e alimentação para o bebê.

 

E também é sempre bom evitar que as pessoas toquem muito no rosto do bebê; não permita beijinhos de estranhos (pois não sabemos quem está doente ou não) ou que o peguem no colo se estiver dormindo. Os recém-nascidos precisam de muitas horas de sono e não devem ser incomodados quando estiverem descansando, isso pode lhes causar um estresse desnecessário.

Todas as Sociedades de Pediatria são contra o uso e a comercialização dos andadores infantis. Além de não haver benefício algum em seu uso, representa risco de lesões graves e ainda pode gerar atraso no desenvolvimento psicomotor. Todos aqueles que possuem andadores devem ser encorajados a levá-los a locais onde sejam destruídos e seus materiais reciclados. 

Mesmo com supervisão, a maioria dos acidentes acontece enquanto um adulto está cuidando da criança. Os acidentes mais graves decorrem de quedas em escadas, degraus e desníveis de piso e afetam principalmente a cabeça da criança, que está mais exposta e desprotegida.

Segundo estudos, crianças que usam andador índices menores de desenvolvimento e ainda andam mais tardiamente que as crianças que não o usaram, pois o uso do andador impede que músculos e tendões de se desenvolver de maneira estruturada e correta. E esta estrutura só é possível se desenvolver com os movimentos naturais de aprendizado dos primeiros passos. Pode também a levar além do atraso no desenvolvimento,  problemas de equilíbrio e alinhamento.

Outro perigo é a criança está sentada a uma altura maior que deveria, o que lhe dá mais liberdade. Assim, consegue alcançar lugares mais altos e perigosos, pode esbarrar bruscamente em móveis, pendurar-se em fios mais altos, conseguir agarrar panelas quentes em cima do fogão, puxar a toalha da mesa, cair algum objeto sobre ela e alcançar produtos perigosos e tóxicos.

Por isso que não existe nenhuma razão para o uso de andadores em crianças pequenas.

Segue algumas dicas importante de prevenção:

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará  supervisionando de forma ativa e constante;
  • Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
  • O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
  • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193);
  • Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;
  • Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
  • Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;
  • Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

    Piscinas:

  • Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.
  • Águas naturais
  • Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;
  • Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

 

   Ambientes domésticos:

  • Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
  • Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário abaixada.
  • Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.
© 2018 Dra. Cláudia Carneiro | Pediatria e Homeopatia

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