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Brincar faz parte do desenvolvimento da criança. Sendo assim, além de oferecer entretenimento e diversão, os brinquedos ajudam no aprendizado de seu filho. Mas, para que a criança se divirta sem correr riscos, é necessário tomar algumas precauções na hora de comprar o brinquedo. Muitos pais vão às compras com pressa e deixam de comparar os preços e de verificar a qualidade e a segurança dos brinquedos.


Como escolher brinquedos seguros:


Os brinquedos devem ser apropriados à idade, ao interesse e ao nível de habilidade da criança. Um brinquedo que serve para uma criança de mais de oito anos pode ser perigoso para uma que tem três. Crianças com até 3 anos têm tendência a colocar pequenas peças na boca e são mais propensas a engolir ou sofrer engasgos e sufocação. Por isso, os brinquedos não devem ser pequenos e não podem ter partes destacáveis que possam ser colocadas na boca.
Os materiais utilizados na fabricação dos brinquedos devem ser resistentes, não tóxicos e não inflamáveis.
Evite brinquedos com pontas ou bordas afiadas, pistolas com projéteis, dardos e flechas, pois podem causar ferimentos de gravidade variável.
Brinquedos que produzem ruídos acima de 100 decibéis podem prejudicar a audição.
Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados devido ao risco de estrangulamento de crianças pequenas.
Evite brinquedos com vidros.
Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Brinquedos ligados em tomadas, com elementos de aquecimentos, com pilhas e baterias, não são aconselhados para crianças com menos de oito anos. 
Opte pela compra quando: 
Guie-se pela faixa etária recomendada pelo fabricante;
Verifique a identificação do fabricante (nome, CGC, endereço);
As instruções devem ser claras e objetivas e com ilustrações. Produtos importados devem trazer as mesmas informações exigidas para os nacionais, em língua portuguesa, bem como as marcas do Inmetro e do organismo de certificação.
Observe o número de peças ou regras de montagem, quando for o caso;
O selo do Inmetro garante que o brinquedo passou por testes que comprovam sua segurança e qualidade.
Apesar dos preços mais baixos, os brinquedos comercializados por ambulantes geralmente não estão de acordo com as normas de qualidade e segurança, expondo a criança a riscos. Também não tem nota fiscal ou qualquer informação sobre sua origem, o que dificulta a troca ou qualquer reclamação.
Cuidados com as falsificações. Etiquetas e rótulos podem conter marcas falsificadas por contrabandistas.
Na dúvida, ou se notar ausência do selo, denuncie. A ouvidoria do Inmetro atende pelo telefone 0800-285-1818

 

Outras dicas importantes:


Inspecione brinquedos novos e velhos regularmente. Conserte ou descarte aqueles que representem riscos.
Em casa, você pode testar se um brinquedo ou peça de brinquedo é muito pequeno e oferece riscos de engasgo e sufocação para uma criança menor de 3 anos, se a peça couber em um tubinho de filme de máquina fotográfica ou dentro de um tubo com diâmetro interno de 1,25 polegadas e uma profundidade de 1 a 1,25 polegadas.
Ensine as crianças a guardarem seus brinquedos após a brincadeira para prevenir quedas e outros acidentes. Brinquedos para crianças maiores podem ser perigosos para os menores e devem ser guardados separadamente;
Ao presentear a criança com bicicletas, patins, patinetes e skates aproveite para ensiná-la sobre segurança na diversão, compre também os equipamentos de segurança: capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina.
 
 
Brinquedos de locomoção, principalmente bicicletas, estão associados a mais acidentes que qualquer outro grupo de brinquedos.
Quedas e engasgamentos são os principais responsáveis pelos acidentes e mortes relacionados com brinquedos. Bexigas/balões de látex, bolinhas de gudes, peças e objetos pequenos representam risco de engasgamento e sufocação.
Além de escolher brinquedos que não apresentam perigos é importante assegurar-se de que as crianças saibam usá-los e que brincam em locais seguros. A melhor maneira é supervisionar as brincadeiras e até mesmo participar delas. Aproveite este momento para interagir com as crianças e a ensiná-las a dividir e a respeitar regras.

 

Crianças, infelizmente, estão sujeitas à quedas o tempo todo! A questão é, como podemos prevenir ao máximo essas quedas? O risco de quedas de bebês e crianças trazer consequências ruins é maior quanto mais jovem for a criança ou bebê.

 

A ONG “CRIANÇA SEGURA”, disponibilizou uma série de dicas para ajudar na prevenção desses acidentes. Confira.

 

  • As crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar;

  • Use portões de segurança no topo e na base das escadas e corrimão. Caso a escada seja aberta, instale redes de proteção ao longo dela;

  • Mantenha as escadas livres de objetos;

  • Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. Os espaços das redes e grades devem ser de no máximo 6 cm;

  • Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois eles podem facilitar que crianças os escalem e se debruçam para fora do prédio ou casa;

  • Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes;

  • Crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais;

  • Ensine as crianças a guardarem seus brinquedos depois de brincarem;

  • Nunca coloque o bebê conforto em lugares altos, com superfícies lisas e escorregadias, como mesas e balcões;

  • Mantenha sempre uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo;

  • O uso de andadores não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além de comprometerem o desenvolvimento saudável da criança, podem causar sérias quedas;

  • Certifique-se de que os brinquedos serão usados em ambientes seguros. Brinquedos conduzidos pela criança, como bicicleta, patins e skate, não devem ser usados próximo a escada, rua, piscina, lago, etc.;

  • Ao andar de bicicleta, skate ou patins, o capacete é o equipamento fundamental. Ele pode reduzir o risco de lesões na cabeça em até 85%;

  • Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos;

  • Conheça os parquinhos onde as crianças brincam. Verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e mostre para elas quais são os equipamentos apropriados para sua faixa etária;

  • O parquinho deve ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra;

  • Ensine as crianças a não empurrar, não dar encontrões e nem se amontoar ao brincar em um parquinho.

 

Um dos grandes segredos no momento da queda é  tentar não entrar em pânico. A criança já vai estar assustada e acalmá-la fará com que você possa avaliar melhor a situação.

Por isso que alertamos como todo cuidado ainda é pouco para os pequenos, que necessitam da nossa atenção e auxílio a todo instante. Ah, tenha sempre números de emergências por perto!

 

O chocolate é um alimento bem calórico e pode prejudicar o apetite da criançada, ainda mais na fase inicial da introdução à alimentação com sólidos, entre 6 meses e 1 ano. O uso de qualquer quantidade de chocolate antes de completar 2 anos, não recomendada pois a criança nesta idade ainda não desenvolveu completamente a habilidade de digeri-lo, pelo fato do doce ser ele rico em gordura e açúcar.

 

Por ser gorduroso, o chocolate pode provocar diarreia se consumido em excesso. Nunca deixe grande quantidade de chocolate à mão de crianças. Se uma criança comer demais de uma vez, pode mesmo ter dor de barriga.

 

Além disso, é preciso ficar de olho ainda em possíveis reações, já que as crianças podem ser alérgicas a algum dos ingredientes da fórmula de muitos dos chocolates comercializados,  como leite, amendoim ou castanhas.

 

O consumo excessivo de açúcar interfere também no aumento do peso cerca de 10% das crianças e dos adolescentes brasileiros estão acima do peso e 7,3% são considerados obesos.

 

Vale lembrar também  da escovação dos dentes, principalmente após o consumo do chocolate - rico em açúcares, os terríveis responsáveis pelas cáries dentárias.

 

Uma alternativa para os pais de crianças abaixo de dois anos, ou que não querem incentivar o consumo do doce é fugir do convencional e presentear as crianças com mais brinquedos educativos e menos chocolates. Não é  que a criança não pode ganhar ou consumir chocolate. A questão é saber equilibrar os cuidados, para que os pequenos não exagere no consumo.

 

A alimentação correta da mulher durante o período de amamentação proporciona uma série de benefícios para ela e o bebê. Com este tipo de alimentação, além da mulher perder o peso que ganhou na  gestação mais rápido, o bebê receberá nutrientes extras que contribuem para o seu desenvolvimento.

Continue a cultivar uma alimentação saudável que procurou ter durante a gravidez, mantenha uma dieta rica em grãos e cereais integrais, frutas e verduras, e alimentos que sejam boas fontes de proteínas, cálcio e ferro. Prefira sempre, na medida do possível, alimentos orgânicos, evitando os industrializados.

Beba muito água! Ela irá te deixar hidratada e ajudará na produção de leite. Por isso, mantenha sempre uma garrafinha de água ao seu lado, principalmente quando estiver amamentando.

Para evitar cólicas no bebê, é importante que a mãe não coma em excesso alimentos que provocam gases, como feijão, ervilhas, nabo, brócolis ou couve-flor, por exemplo.

Bebidas alcoólicas são proibidas na fase da amamentação pois além de diminuir a absorção dos nutrientes pela mãe, também será consumido pelo bebê, podendo deixá-lo mais sonolento, e fazer com que ele fique sem fome, atrapalhando seu ganho de peso.

Assim como bebidas alcoólicas,as que contenham cafeína como o café, chá preto ou mate, energéticos, refrigerantes e o até mesmo o chocolate devem ser consumidos moderadamente. A cafeína pode tornar os bebês mais irritados e com dificuldade para dormir.  A mãe que amamenta deve lembrar sempre que exitem substâncias perigosas e que podem ser transferidas para o leite materno. É por isso que a amamentação é contra-indicada para mães que sejam dependentes químicas.

As mães vegetarianas devem redobrar os cuidados com a alimentação e se certificar de estar ingerindo vitaminas e minerais suficientes para alimentar ela e o bebê. Uma consulta com um nutricionista pode ser a melhor opção para elaborar um cardápio adequado, com refeições e lanches saudáveis.

Se você comer algo e perceber que faz diferença ou incomoda seu bebê,  retire o item de sua dieta e observe para ter certeza se realmente é o alimento que ocasiona.

 

A doença mão-pé-boca é causada por um  vírus chamado Coxsackie.

Mais comum na infância, até  cinco anos de idade.

A transmissão se dá pelas fezes, através da contaminação entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Portanto, crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;  Lave sempre as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, reforce esse hábito de higiene.

Não existe vacina contra a doença.

Para evitar a disseminação, evite levar as crianças a lugares públicos, parques e a escola quando estiverem apresentando febre, mesmo que ainda não saiba o diagnóstico.

São sinais característicos:

  • febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;

  • aparecimento na boca e nas amígdalas de  manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações (lembram aftas)

  • erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

  • Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome.  Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes. Fique atento, portanto;

 

O período de incubação oscila entre um e sete dias.

Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum mas quando são típicos da doença,  a erupção das lesões na boca é antecedida por um período de febre alta e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia.

Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação. Por isso, é preciso redobrar os cuidados para mantê-la bem hidratada e recebendo alimentação adequada.

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões.

É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca.

O ideal é que a criança permaneça em casa, em repouso relativo, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.  Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir;  já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais difíceis;

Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a criança bem hidratada.

© 2018 Dra. Cláudia Carneiro | Pediatria e Homeopatia

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