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Um dos hábitos que as mães de recém-nascidos precisam adotar com os bebês é o famoso banho de sol. Ele é essencial para ativar a vitamina D, recebida pelo leite materno, no corpo da criança.

 

Existem os horários adequados para o banho de sol em bebê. São os horários que o sol não apresenta risco de queimaduras na pele, que são antes das 10 da manhã e posterior às 16hs, sendo os raios solares considerados saudáveis.

 

O tempo de exposição deve ocorrer entre 5 a 10 minutos, e todo o corpo do bebê deve ser exposto ao sol, exceto o rosto e olhos que tem maior sensibilidade devendo ser coberto e bem protegido.

 

O procedimento é recomendado com o bebê totalmente despido, vestindo somente a fraldinha. Porém se o tempo está mais fresco,  pode ser realizado com roupas mais leves onde o bebê consegue receber os raios solares saudáveis ultrapassando até a pele.

 

O banho de sol em bebês deve ser diário, e com o passar dos dias se tornará algo prazeroso para eles, lembrando que além de gostoso ajuda e muito na saúde, fortalecendo ossos, dentes e a pele de todo o corpo.

 

Outro fator bem importante, é que ele auxilia na diminuição da bilirrubina no sangue. A bilirrubina é a substância que causa icterícia nos bebês. Com o banho de sol, a doença pode ser evitada e até mesmo diminuída.

 

Qual é a melhor forma de dar banho no bebê?

Reúna todos os acessórios de banho necessários: toalha, sabonete neutro infantil líquido ou em barra, pomada para assaduras, algodão, cotonete, fraldas e roupas.

Encha a banheira com 5 a 7 cm suficiente para cobrir a barriga do bebê,  de água morna e não quente, a cerca de 37ºC.

A maneira como você vai segurar o pequenino durante o banho é importante, pois precisa ser confortável para o bebê, prática para quem banha e, principalmente, segura para não oferecer nenhum risco como, por exemplo, o bebê escorregar durante o banho. Portanto, a criança precisa ficar “presa”, porém, com conforto.

Não existe horário adequado para o banho. O melhor é quando a família se reúne e os pais podem dar banho juntos, tornando essa uma atividade familiar, criando vínculo. Muitos preferem à noite antes de dormir, por relaxar o  bebê,. E em dias mais frios o ideal é acontecer mais cedo.

Durante todo o banho e a troca de roupa do bebê, deixe portas e janelas do banheiro fechadas para não haver corrente de ar.

Se o bebê for recém-nascido é  fundamental manter a área do umbigo muito bem limpa. O medo de mexer nele é, com frequência, responsável por sérias infecções no bebê .Para evitar problemas, a cada troca de fraldas e após o banho, use um cotonete umedecido em álcool a 70 por cento na região umbilical.

No sistema nervoso central, a temperatura corpórea é mantida em torno de 37 o C, com variações de 0,6 a 1,1 o C durante o dia. Usualmente, define-se como febre a temperatura retal igual ou superior a 38 o C, pois a temperatura nesse local apresenta a melhor correlação com a temperatura central. Medidas de temperatura tomadas em outros locais, como boca, axila, tímpano ou pele, têm maiores variações em relação à temperatura central e são menos confiáveis.

Apesar disso, no Brasil e em muitos outros países a temperatura é tomada na axila e o conceito de febre é firmado para temperatura axilar acima de 37,3 o C.

Febre não é uma doença e sim um sintoma, podendo aparecer em várias situações sendo  indício de mecanismo de defesa do corpo. Muitos fatores como: nascimento dos dentinhos, reação após alguma vacina, gripes e infecções, podem ocasionar o sintoma.

Deve ser distinguida da hipertermia, na qual há aumento da produção ou diminuição da perda de calor. Pode ocorrer quando há excesso de calor ambiental, incluindo excesso de agasalho, exercício físico intenso, desidratação.

A febre vem dividida em 3 estágios:

  • Leve: Temperaturas de 37,8ºC  até 38,5ºC, com o estado geral da criança satisfatório.

  • Moderada: temperatura de  38,5ºC a 39,4ºC e estado geral pouco abatido, indisposto.

  • Alta: temperatura  de 39,5ºC com estado geral mais comprometido, criança gemente, muito sonolenta.

A necessidade de tratamento da febre é polêmica, pois a resposta febril está associada a aspectos positivos, como o aumento da migração de neutrófilos e a produção de citocinas, que desempenham relevante papel na resposta imune para a eliminação de vírus e bactérias.

Portanto, do ponto de vista médico, as indicações para combater a febre são bastante restritas, indicando-se antitérmicos apenas quando a temperatura alta é motivo de desconforto ou risco para a criança.  

 Além disso, hoje se sabe que as convulsões febris, embora indesejáveis, não acarretam o risco de lesão cerebral; ainda mais, as crianças de mais de um ano de idade e que já passaram pelo teste de ter algumas febres acima de 38,7 o C e não tiveram convulsão dificilmente estão expostas a esse desagradável evento.  Outra grande preocupação dos pais é a convulsão. A convulsão febril é um entidade benigna que atinge crianças na faixa etária de seis meses a três anos e GENETICAMENTE PREDISPOSTAS.

Está associada a elevação súbita da temperatura. Além disso, hoje se sabe que as convulsões febris, embora indesejáveis, não acarretam o risco de lesão cerebral; ainda mais, as crianças de mais de um ano de idade e que já passaram pelo teste de ter algumas febres acima de 38,7 o C e não tiveram convulsão dificilmente estão expostas a esse desagradável evento.

Oriento que os pais TENTEM não medicar logo as febres leves, ou seja, menores que 38,5 o C. Seguem algumas dicas que podem ajudar a baixar a febre naturalmente:

  • Retirem agasalhos e promovam um ambiente ventilado. Pode-se recorrer a banhos mornos de imersão por 10 a 20 minutos, deixando-se a água esfriar lentamente. Esse processo só deve ser utilizado se trouxer evidente conforto para a criança e não causar mais problemas para os pais. A água fria pode causar calafrios e tremores que, além do desconforto, aumentam a temperatura.

  • Não colocar a criança febril com convulsão na banheira.

  • O álcool pode ser absorvido pela pele e causar toxicidade sistêmica e, por isso, nunca deve ser utilizado.

  • Convém estimular a criança a tomar líquidos (água, chá, suco, refrigerante) para evitar a hipernatremia, a qual aumenta a febre.

  • Colocar toalhas molhadas em água fria na testa; nuca; axilas e virilha.

(Se temperatura mesmo com tudo isso não abaixar, é recomendado ligar ao pediatra para saber se a indicação mais adequado seja medicar o bebê.)

E como tratar a febre na homeopatia?

Obviamente, se permitirmos; que o próprio corpo se defenda do agente agressor não medicando a febre, seria ótimo, mas como pediatra e mãe, sei o quanto é difícil deixar a febre acontecer.

Costumo trabalhar com a tolerância dos pais primeiramente. Se aos poucos esses pais perceberem que podem tolerar um pouco da febre, se sentirão mais seguros. Então costumo orientar que assim que perceberem que seu filho está quente, providenciem a medição de temperatura e então OBSERVE.

Alguns dados da febre valem ouro para um Homeopata, afinal muitos remédios de fundo são escolhidos durante a febre.

  • Há diarreia e vômitos?

  • A criança apresenta olhos fundos, encontra-se mais chorosa que o normal, e faz pouco xixi?

  • Quanto atingiu a temperatura (máximo da febre)?

  • A pele estava quente pelo corpo todo?

  • Houve mudança na coloração da pele?

  • Transpirava? Transpiração fria ou quente? Em que parte do corpo? (ATENÇÃO: A

transpiração deve ser avaliada antes do antitérmico fazer efeito)

  • Houve mudanças no comportamento? Sonolento? Agitado? Pedia colo? Pediu pra ficar

sozinho?

  • Houve mudanças drásticas no apetite? Sede?

 

Considerando sempre, entretanto, a administração do antitérmico, orientada por um profissional, evitando a automedicação.

 

 

Muitas crianças apresentam dificuldades ao pegar no sono, a explicação pode estar associada à vários fatores desde biológicos à falta de rotina, e preparo para o sono.

 

uando falamos em crianças, cada idade pode ter algum fator que interfere no sono de uma criança: desde as cólicas, os gases e o refluxo ácido de bebês; além dos quadros febris, questões emocionais (nascimento de um irmãozinho, entrada na escola), ansiedade, depressão, falta de rotina, mudança no dia a dia (em uma viagem, por exemplo).

 

A quantidade ideal de sono para as crianças de acordo com sua idade é:

 

  • Recém-nascidos: 16 horas diárias

  • Lactente: 14 horas

  • 2 a 4 anos: 13 horas

  • 5 a 7 anos: 12 horas

  • 7 a 12 anos: 10 horas

 

Os números variam de acordo com cada criança, mas se ela dormir bem menos ou mais que isso, quase sempre, deve se preocupar.
 

Para tentar uma noite tranquila às vezes é necessário seguir um ritual no período noturno, como evitar brincadeiras agitadas, alimentos com muito açúcar, dispositivos eletrônicos. O quarto deve ser um ambiente calmo, organizado, de preferência escuro, um banho antes de dormir costuma ajudar a relaxar, ajudando a criança ficar mais sonolenta.

 

Caso nada resolva, é muito importante consultar seu pediatra sobre o assunto, muitos buscam a homeopatia que trata isso de uma forma mais natural,  tornando uma forte aliada na causa.

 

Pois toda criança precisa dormir bem, para se desenvolver bem!

A Otite é uma das doenças mais comuns da infância, até os 6 anos de idade. Alguns fatores ocasionam  as crianças às otites médias, como a obstrução nasal, respiração pela boca, desmame do aleitamento precoce, uso de chupeta e  iniciação à vida escolar pois existe o contato com muitas outras crianças.

 

Existe a otite externa ou interna.  A interna pode-se dividir em aguda, serosa (secretória) e crônica. Mas no caso das crianças é muito mais comum a otite média aguda.

 

Os sintomas são:  dor de ouvido, febre, líquido espesso e amarelado ou contendo sangue saindo do ouvido, perda de apetite, vômitos, dor de cabeça, comportamento mal-humorado, problemas com o sono. O acúmulo desse líquido pode levar à problemas sérios na audição, pressões e zumbidos no ouvido, tontura e problemas de equilíbrio.

 

Se os sintomas persistirem o ideal é sempre a busca de um pediatra, que poderá avaliar a situação e indicar o melhor tratamento que geralmente é feito com o uso de antibióticos. No caso a Homeopatia também pode ajudar, na prevenção da doença, aliada é claro, com outros cuidados como alimentação, higiene, vacinação. Que irá aumentar a imunidade da criança.

 

© 2018 Dra. Cláudia Carneiro | Pediatria e Homeopatia

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